"Pacemaker"
O “pacemaker” é, basicamente, uma fonte de energia (bateria ou “pilha”) com um sistema que detecta a actividade eléctrica do coração e que, no caso de a actividade eléctrica não ocorrer como é necessário, faz uma estimulação do coração para que ele contraia. Para tal, esta fonte de energia está ligada a electrocateteres que são posicionados no coração para, por um lado, detectarem se houve ou não estímulo eléctrico no coração para gerar, normalmente, a contracção do coração e, no caso de não ter havido esse estímulo eléctrico, fazer a respectiva estimulação

Fonte: http://www.vivasaudavel.pt/
Quais os riscos de ter um “pacemaker”?
De um ponto de vista global, o portador de “pacemaker” não sente nada relacionado com o mesmo.
Em alguns casos, pouco frequentes, existem alguns efeitos acessórios relacionados com o “pacemaker”. Pode existir estimulação dos músculos peitorais, podem surgir alguns tipos de arritmias, mas, de um ponto de vista global, estas alterações podem depois ser controladas, pelo que não é costume surgirem problemas importantes.
Existe a possibilidade de organismo rejeitar o “pacemaker”?
Não há propriamente fenómenos de “rejeição do “pacemaker”, dado que se trata de um material completamente inerte. Existe sempre a possibilidade de surgir reacção inflamatória ao nível do local onde o “pacemaker” está instalado, podendo levar à necessidade da sua recolocação noutro local. No entanto, esta é uma complicação extraordinariamente rara.
O que fazer?
Os doentes são mantidos sob vigilância clínica, pelo que quaisquer alterações potencialmente relacionadas com o “pacemaker” são facilmente identificadas e tratadas.
Qual a duração das pilhas de um “pacemaker”?
As fontes de energia actualmente utilizadas duram, habitualmente, pelo menos cinco anos. A duração varia de pessoa para pessoa, e está relacionada com a própria fonte de energia, com o modo de “pacing” (isto é se apenas há estimulação de uma câmara ou de duas câmaras cardíacas), e se o “pacemaker” está sempre a estimular o coração (por este não ser capaz de ter ritmo próprio) ou se apenas há estimulação por alguns períodos sendo o coração capaz de, noutros períodos, assumir a sua função normal.
Como saber se as pilhas acabaram?
Os doentes com “pacemaker” são submetidos a vigilância sequencial, através da qual é verificada a carga que ainda existe na fonte de energia e sendo, através disso, calculada a altura em que se deve proceder à sua substituição.
Dado ser um mecanismo eléctrico, pode falhar de repente?
Nada é infalível na vida dos humanos, mas a raridade com que podem ocorrer falhas com os “pacemakers” leva a que esta ocorrência, na prática, não seja um problema relevante.
Pelo contrário, há outras alterações designadas de “disfunção de pacemaker” que podem ocorrer, mas que, como qualquer situação clínica, podem ser diagnosticadas e tratadas.
O que fazer?
O doente portador de “pacemaker”, tal como qualquer doente cardíaco, quando identifica qualquer sintoma que não estava previsto sentir, ou qualquer agravamento dos sintomas que já tinha, deve recorrer ao seu médico assistente, que avaliará se existe algum problema com o “pacemaker” ou se, pelo contrário, esse nada tem que ver com o mesmo.
Quais os cuidados que deve ter um paciente com um “pacemaker”?
Com os dispositivos actuais, o portador de “pacemaker” faz a vida completamente normal. Apenas não deve ser submetido a campos electromagnéticos potentes (para evitar eventual interferência com o sistema eléctrico do “pacemaker”), não podendo ser submetidos a estudo de ressonância magnética sem respectiva protecção.
Mesmo assim, sempre que faz qualquer exame médico ou é observado por qualquer médico, deve informar de que é portador de “pacemaker”. Para além disso, dado que hoje em dia existem múltiplos tipos de “pacemaker” e múltiplos “modos” de fazer o “pacing”, o doente deve sempre trazer o livro de portador de “pacemaker”, que lhe é entregue no local onde se faz a implantação, para que qualquer médico possa saber exactamente que tipo de aparelho ele tem.
Quais as limitações de um doente com “pacemaker”?
À excepção dos referidos cuidados com os campos electromagnéticos muito intensos e com a ressonância magnética, o doente portador de “pacemaker” não necessita de outros cuidados que não o de manter a vigilância clínica de acordo com as indicações que lhe são feitas pelo médico.
Autor
Prof. Armando Pereirinha (FML-IMP)
