Wednesday, August 24, 2005

"Pacemaker"


O “pacemaker” é, basicamente, uma fonte de energia (bateria ou “pilha”) com um sistema que detecta a actividade eléctrica do coração e que, no caso de a actividade eléctrica não ocorrer como é necessário, faz uma estimulação do coração para que ele contraia. Para tal, esta fonte de energia está ligada a electrocateteres que são posicionados no coração para, por um lado, detectarem se houve ou não estímulo eléctrico no coração para gerar, normalmente, a contracção do coração e, no caso de não ter havido esse estímulo eléctrico, fazer a respectiva estimulação

Fonte: http://www.vivasaudavel.pt/



Quais os riscos de ter um “pacemaker”?
De um ponto de vista global, o portador de “pacemaker” não sente nada relacionado com o mesmo.
Em alguns casos, pouco frequentes, existem alguns efeitos acessórios relacionados com o “pacemaker”. Pode existir estimulação dos músculos peitorais, podem surgir alguns tipos de arritmias, mas, de um ponto de vista global, estas alterações podem depois ser controladas, pelo que não é costume surgirem problemas importantes.


Existe a possibilidade de organismo rejeitar o “pacemaker”?
Não há propriamente fenómenos de “rejeição do “pacemaker”, dado que se trata de um material completamente inerte. Existe sempre a possibilidade de surgir reacção inflamatória ao nível do local onde o “pacemaker” está instalado, podendo levar à necessidade da sua recolocação noutro local. No entanto, esta é uma complicação extraordinariamente rara.


O que fazer?
Os doentes são mantidos sob vigilância clínica, pelo que quaisquer alterações potencialmente relacionadas com o “pacemaker” são facilmente identificadas e tratadas.


Qual a duração das pilhas de um “pacemaker”?
As fontes de energia actualmente utilizadas duram, habitualmente, pelo menos cinco anos. A duração varia de pessoa para pessoa, e está relacionada com a própria fonte de energia, com o modo de “pacing” (isto é se apenas há estimulação de uma câmara ou de duas câmaras cardíacas), e se o “pacemaker” está sempre a estimular o coração (por este não ser capaz de ter ritmo próprio) ou se apenas há estimulação por alguns períodos sendo o coração capaz de, noutros períodos, assumir a sua função normal.
Como saber se as pilhas acabaram?
Os doentes com “pacemaker” são submetidos a vigilância sequencial, através da qual é verificada a carga que ainda existe na fonte de energia e sendo, através disso, calculada a altura em que se deve proceder à sua substituição.


Dado ser um mecanismo eléctrico, pode falhar de repente?
Nada é infalível na vida dos humanos, mas a raridade com que podem ocorrer falhas com os “pacemakers” leva a que esta ocorrência, na prática, não seja um problema relevante.
Pelo contrário, há outras alterações designadas de “disfunção de pacemaker” que podem ocorrer, mas que, como qualquer situação clínica, podem ser diagnosticadas e tratadas.


O que fazer?
O doente portador de “pacemaker”, tal como qualquer doente cardíaco, quando identifica qualquer sintoma que não estava previsto sentir, ou qualquer agravamento dos sintomas que já tinha, deve recorrer ao seu médico assistente, que avaliará se existe algum problema com o “pacemaker” ou se, pelo contrário, esse nada tem que ver com o mesmo.


Quais os cuidados que deve ter um paciente com um “pacemaker”?
Com os dispositivos actuais, o portador de “pacemaker” faz a vida completamente normal. Apenas não deve ser submetido a campos electromagnéticos potentes (para evitar eventual interferência com o sistema eléctrico do “pacemaker”), não podendo ser submetidos a estudo de ressonância magnética sem respectiva protecção.
Mesmo assim, sempre que faz qualquer exame médico ou é observado por qualquer médico, deve informar de que é portador de “pacemaker”. Para além disso, dado que hoje em dia existem múltiplos tipos de “pacemaker” e múltiplos “modos” de fazer o “pacing”, o doente deve sempre trazer o livro de portador de “pacemaker”, que lhe é entregue no local onde se faz a implantação, para que qualquer médico possa saber exactamente que tipo de aparelho ele tem.


Quais as limitações de um doente com “pacemaker”?
À excepção dos referidos cuidados com os campos electromagnéticos muito intensos e com a ressonância magnética, o doente portador de “pacemaker” não necessita de outros cuidados que não o de manter a vigilância clínica de acordo com as indicações que lhe são feitas pelo médico.

Autor
Prof. Armando Pereirinha (FML-IMP)

Monday, April 11, 2005

Como prevenir-se.

Como o principal objectivo deste blog, é educar os utentes em relação às doenças Cardiovasculares e incutir-lhes hábitos de vida saudáveis, vou relembrar os factores de risco da doença e atitudes e comportamentos menos saudáveis, para que a opção saudável seja escolhida e mais conscientemente assumida, e todo o ambiente lhe seja mais favorável.
Para muito tem contribuido o INCP, com um trabalho notável e bastante reconhecido sobre a prevenção e educação deste tipo de patologia.

Fonte: http://pwp.netcabo.pt/0413553701/linkcar.htm

Wednesday, April 06, 2005

Angioplastia Coronária

Vou abordar a angioplastia, já que como enfermeiro, sinto por parte dos utentes uma enorme ignorância e medo em relação a este tipo de exame.
Está indicada quando uma ou mais artérias estão bloqueadas pelo estreitamento localizado, resultante do acúmulo de colesterol (a chamada placa aterosclerótica) diluindo assim o fluxo de sangue e oxigénio para o músculo cardíaco.Quando essa obstrução é parcial o doente desenvolve o que se chama de ANGINA de diversas características, por outro lado quando a obstrução é completa e não existe o que se chama de circulação colateral o doente desenvolve um quadro de ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO.


A angioplastia coronária está indicada em ambas as situações. A angioplastia coronária é realizada sob anestesia local, no laboratório de hemodinâmica, realizado pela via femoral.

A angioplastia coronária é realizada com o auxílio de um delicado e sofisticado catéter-balão, disponíveis em diversos diâmetros e comprimentos, na dependência do tamanho e extensão da placa aterosclerótica, que é posicionado no local da lesão obstrutiva. A seguir este balão é expandido (insuflado) sob pressão (que também é variável, dependendo das características da placa) "esmagando" assim a placa contra as paredes do vaso, desobstruindo a artéria e permitindo que o fluxo sanguíneo retorne ao normal.


.
Trata-se de um tratamento extremamente seguro e eficiente, onde as complicações graves ocorrem na ordem de 2 a 3%.
Estas informações foram complementadas, com base na , . para mais informações consultar o site, abaixo

Tuesday, April 05, 2005

Os inimigos do coração!

A inactividade física, nutrição, hipertensão, sedentarismo, tabagismo, obesidade, hipercolesterolémia (taxa de colesterol sanguínea aumentada), e stress, são reconhecidas hoje, como importantes factores de risco para doenças cardiovasculares. Deste modo, torna-se estremamente importante educar as pessoas em geral, no sentido de conhecer os riscos, que este tipo de factores provocam nas doenças cardiovasculares. É muito importante pois atinge percentagens muito elevadas da população a nível mundial.


Fonte: http://www.fpcardiologia.pt/factor2.htm

Sunday, March 13, 2005

Conheça melhor o seu coração...

O utente com doença cardiovascular e suas famílias, necessitam de informação e educação que os ajude a modificar, adaptar ou eliminar os modos de vida que ponham em risco a sua qualidade de vida, ou seja tornarem-se intervenientes na promoção da sua saúde.
Deste modo, este post, foi elaborado, com o intuito de ajudar os utentes com este tipo de patologia, para que deste modo possam dissipar todas as suas dúvidas.



fonte: www.innsz.mx/ cardio/cardio1.gif

Friday, March 11, 2005

Editorial deste blog

Encarar a problemática da Saúde/Doença como forma de Promoção para a saúde nas suas três vertentes- Educação para a saúde, Protecção da saúde e Prevenção da doença- deverá ser a postura que cada vez mais dos profissionais de saúde, que deverão adoptar, dado o crescimento das doenças crónicas e consequentemente um maior dispêndio a nível do tratamento e reabilitação.De facto, pela análise diária das actividades dos enfermeiros torna-se necessário dispor de tempo para educar os utentes visando a adopção de estilos de vida saudáveis, nomeadamente ao nível da alimentação, redução do consumo de álcool, evicção do tabagismo e prática de exercício físico, a fim de prevenir correcta e eficazmente a aterosclerose e consequentemente doenças cardiovasculares.

Friday, March 04, 2005

Covilhã, cidade neve...

O nome Covilhã, provém de covil da lã, já que esta cidade era conhecida e ainda hoje o é, como a cidade dos lanificios. As indústrias recorriam para esta cidade devido à sua proximidade da Serra da Estrela e da encosta, para aproveitar a água das ribeiras que ajudavam`o funcionamento das máquinas.
Infelizmente hoje, e também por muita culpa do avanço da tecnologia, já só existem mais ou menos meia dúzia, sendo uma delas a maior da região e uma das maiores do país, que é o Paulo de Oliveira.
Situada na encosta da Serra da Estrela a Covilhã, é a príncipal porta de entrada para esta serra, sendo também a cidade que tem mais capacidade hoteleira. Ficando a 18km, da torre, que é o ponto mais alto da Serra da Estrela (2000 m), e onde se situam as pistas de esqui, e a 10km dos pontos mais importantes a visitar nesta serra, como o Covão da metade, poço do inferno, varanda dos pastores, Penhas da Saúde, ou seja, dos locais mais emblemáticos e bonitos desta serra.

Principais pontos de visita
Com grande desenvolvimento, muito por culpa da Universidade da Beira interior, da Faculdade de Medicina do próprio hospital e da localização, a Covilhã assume cada vez mais o papel como a príncipal cidade da Cova da Beira e da Beira Interior.
Os locais mais importantes a visitar nesta cidade, são entre outros, os seguintes; centro histórico, centro da cidade, igrejas da nossa Sra. da Conceição e de Stª Maria e os monumentos da Nossa Srª Senhora da Conceição, local de paz e Oração., jardim do lago e até a própria universidade...

Acessos
Para chegar à Covilhã, para quem vem de Lx, apanha a A1 e depois apanha em Torres Novas a A23 até à Covilhã.
Para quem vem do Porto, apanha o IP5, (futura A25), e sai próximo da região da Guarda onde indicar, Lisboa e Portalegre, apanhando a A23 até à Covilhã.
Se vem de Espanha, passando a fronteira de Vilar Formoso, mais ou menos 30 km depois, apanhando a A23 chega à Covilhã.
Se é proveniente do Algarve, pode apanhar dois itenerários, ou pela autoestrada até Lx, e depois até à Covilhã, sempres em autoestrada, ou então em alternativa, sai em Ourique e apanha o Ip2, até apanhar a A23, passando em Beja, Évora e Portalegre.

Gastronomia
Penso que isto, é o que tem de bom todas as regiões, em particular esta, servindo um ensopado de borrego, cabrito assado, todo o tipo de enchidos, podendo como entrada saborear o famoso queijo da Serra da Estrela.
Como príncipais sobremesas da região tem o arroz doce, as papas de carolo, leite creme, e o saboroso requeijão com doce de abóbora.